E a partir desse lugar
em que me encontro, passo a tentativa de construir novos caminhos. Por vezes,
parece que não vai dar. Não há clareza e nem certeza quanto a chegada de uma
nova aurora. Não vejo esse novo amanhecer que anseio. Parece, então, que
entramos nesse momento numa questão de fé.
É preciso acreditar naquilo que não se vê, para poder seguir seguindo em
frente. Resistindo as dores que corroem a alma, na esperança de um novo
amanhecer. Para ter essa esperança é preciso vencer um pouco mais o que corrói,
tocar em feridas que doem para, quem sabem, transcendê-las.
Ana Paixão, transcendência.
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