No final das contas, todos nós temos pontos de
vulnerabilidade. Estar sensível e/ou vulnerável, não o resume a um ser fraco. Apenas
quer dizer que nessa ou naquela área ou situação ou período, você está suscetível
a falhas, talvez homéricas, mas, quem
não está? Não é mesmo? Quem pode dizer estar imune aos erros e pontos fracos? Calcanhar
de Aquiles todos temos, alguns conhecem o seu, outros, na ignorância, seguem
sem perceber o que os fazem sofrer em maior intensidade.
Conhecer o que pode derrubá-lo é o primeiro caminho para
combater a queda, ou, ao menos, aliviar a dor do tombo. Isso por que, meus
queridos, viver sem cair é uma ilusão. Cedo ou tarde iremos tombar e quando o
tombo vem, precisamos saber amortecer a queda. Simplesmente ignorar que você
tem uma determinada fraqueza não é a melhor maneira de lidar com ela.
Um bom caminho para conhecer essas dificuldades e lidar com
elas é a psicoterapia/análise pessoal. Caso você ainda não tenha feito alguma,
recomendo fortemente. Numa terapia você enxerga pontos que não consegue ver
sozinho, como se fosse o “ponto cego” do carro, nesse ponto você não tem uma
visão ampla da situação, porém, ao falar sobre o assunto com um profissional
capacitado e com uma escuta direcionada, você pode passar a ver o que estava
oculto.
Claro que esse movimento é algo muito sutil, leva um tempo
para acontecer, mas, sem dúvidas, é um grande feito na vida de qualquer pessoa.
É preciso se entregar ao processo para que dê certo. Pode ser que algumas vezes
a tendência seja fugir de coisas que venham nos mostrar pontos a melhorar, isso
é normal. Porém, se você “bancar” a ideia e conseguir encarar de frente tudo o
que precisa ver e mudar, pode estar certo que sua vida terá um outro rumo, uma
nova direção.
Se estive pronto para encarar os “pontos cegos” de sua
jornada, procure um terapeuta ou analista e comece a desvendar segredos seus
que nunca pensou descobrir. É uma aventura e tanto, mas vale a pena arriscar. É
um caminho sem volta, pois, uma vez transformado o indivíduo nunca mais volta a
ser como era.
Ana Paixão

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