Estilhaçada,
mais uma vez, chorou.
Seu mundo
havia diminuído.
Sentiu-se
só.
Perdeu o
rumo e esqueceu o caminho de volta.
Quis
afago, pediu carinho.
Catou seus cacos no chão e seguiu.
Catou seus cacos no chão e seguiu.
Cortou-se
com os estilhaços e sangrou.
Sem saber o que faria, olhou para as estrelas,
como quem busca uma direção.
Sem saber o que faria, olhou para as estrelas,
como quem busca uma direção.
Não
encontrou.
O arregaço foi tanto, tanto, tanto,
O arregaço foi tanto, tanto, tanto,
que
adormeceu em meio a dor.
Não pelo que se passou, mas por toda a dor vivida até ali.
Não conhecia o manancial de lágrimas que existia em seu ser.
Não pelo que se passou, mas por toda a dor vivida até ali.
Não conhecia o manancial de lágrimas que existia em seu ser.
Não
queria assim sofrer.
Ferida, regou os jardins da vida com sua própria emoção.
Muitos que admiravam sua força,
não conheciam as dores de seu coração.
Fosse ele de vidro, teriam outra visão.
Quis viver a poesia e não viu que era fantasia.
Ferida, regou os jardins da vida com sua própria emoção.
Muitos que admiravam sua força,
não conheciam as dores de seu coração.
Fosse ele de vidro, teriam outra visão.
Quis viver a poesia e não viu que era fantasia.
Ana
Paixão, em estilhaços.

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